segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

25-12

sorrisos, alegria, presentes, pedidos, esperança, sentimentos, carinho, abraços, saudade, amores, desejos, amizades, magia, vermelho, família, união, almoço na vovó, compaixão, fé, macarronada, risadas, reencontros ... 

é por isso e por mais infinitas palavras que eu amo o Natal!
Feliz Natal, amores!

                                                  b.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


tão longa a jornada!
e a gente cai, de repente,
no abismo do nada
Helena Kolody

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

23:24

"Que viagem
assim que você chega
a abóbora vira carruagem."

sábado, 15 de dezembro de 2012

"Pintou estrelas no muro
e teve o céu
ao alcance das mãos."
 Helena Kolody
“Te cuida, dissera ele.
E eu ouvi como se fosse um te amo.” -Martha Medeiros.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Até quando estará aqui?
  até o momento em que você puder me ouvir."
                                                                          B.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve." Alice Ruiz.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DEPENDE DE MIM
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio
marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por
lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria.... ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar.... ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com as tarefas da casa... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."
Charles Chaplin.

sábado, 14 de abril de 2012

"... até o fim da vida guardarei o seu olhar no meu coração."

Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim - plantas em flor de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito -, eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pêlo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com um grande esforço acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer, enquanto dormem...

Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica.

Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.

Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.

Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede; e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim humilhado, e tão digno, no entanto, como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter ocupado um lugar que não era seu.

Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.
Cecília Meireles.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Bom recomeço.


"Quanto à mim,
tenho que lhes dizer
que as estrelas são os
olhos de Deus vigiando
para que tudo corra bem."
                                         Clarice.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"A verdade é que algumas pessoas a gente quer ter sempre por perto."

domingo, 15 de janeiro de 2012

é.

"Se todas as coisas boas durassem para sempre, você saberia como são importantes?" (Calvin e Haroldo)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

" (...) e mesmo que se perca - perder-se também é caminho."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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Mas quando a gente fica vermelho, é o mesmo que dizer "sim", nao é? Antoine Saint-Exupéry